quinta-feira, 4 de abril de 2013

já...


já escondi um amor, com medo de perde-lo, já perdi um amor por esconde-lo. já segurei nas mãos de alguém por ter medo, já tive tanto medo ao ponto de não sentir as próprias mãos. já expulsei pessoas que amava da minha vida, já expulsei pessoas que me amavam. já passei noites a chorar, já fui dormir tão feliz, ao ponto de não conseguir fechar os olhos. já acreditei em príncipes encantados, também já descobri que eles não existiam. já amei pessoas que me amaram, já decepcionei pessoas que me amavam a mim. já passei hora em frente a um espelho, tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim , ao ponto de querer desaparecer. já menti, e depois arrependi-me por isso, já disse a verdade, e também me arrependi. já fingi não dar importância ás pessoas que amava. Já sorri, enquanto chorava lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir. Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar em pessoas que valiam. Já tive crises de riso quando não podia. Já parti pratos e copos de raiva. já senti a falta de alguém, mas faltou-me coragem para dizer. já gritei quando devia estar calada, já estive calada quando devia gritar. já disse o que penso, para agradar a uns, já disse o que não penso para agradar a outros. Já fingi ser o que não sou, para agradar a uns. já contei piadas sem graça, apenas para ver um amigo sorrir. já inventei historias com finais felizes, para dar esperança a quem precisava. já sonhei, tanto, ao ponto de confundir os sonhos, com a realidade. já tive medo do escuro, hoje , no escuro ”me acho, me agacho, fico ali”. já caí , pensando que não me ia voltar a levantar, já me levantei, pensando que não iria voltar a cair. já liguei para quem não queria, só para não ligar a quem realmente queria. já chamei a alguns de amigo, e mais tarde, descobri que não o eram, a outros, nunca chamei de nada, e sempre foram especiais para mim.
não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre. não me mostrem o que esperam de mim, porque eu vou continuar a seguir o meu coração. não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sou diferente, e tenho orgulho nisso.
não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza, não serei a mesma de sempre.
gosto dos venenos mais lentos, das ideias mais içadas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.